Conheça as principais armas usadas no Kung Fu

Antes de falar das armas do Kung Fu, é preciso falar sobre o Kung Fu de uma maneira geral: uma arte marcial chinesa, conhecida mundialmente tanto pelo encantamento que seus movimentos ágeis e precisos apresentam quanto pelos benefícios que oferece ao praticante.

Suas origens remontam ao menos 4.000 anos, no território da atual China. De fato, quando dizemos Kung Fu, estamos, na realidade, nos referindo a um termo tradicional. Trata-se de um conjunto de técnicas que foi sendo desenvolvido inicialmente para que os chineses pudessem se exercitar e se proteger de ataques de animais selvagens ou outras tribos.

Sua fama começou a aumentar a partir dos anos 60 do século XX, muito em função da divulgação de estrelas como Bruce Lee nos cinemas. Foi a partir daquele momento que os filmes chineses começaram a ganhar força no exterior e o mercado hollywoodiano passou a se abrir para a prática como tema de diversos filmes do gênero. Hoje, além do consagrado Bruce Lee, temos também nomes de peso como Jackie Chan e Jet Li.

Mas é bom destacar que, mesmo antes de ganhar os cinemas, o Kung Fu já era muito popular no território chinês, o que fez com que a arte ganhasse inúmeras variações, fugindo de suas características iniciais. É nesse sentido que, segundo as lendas, templos famosos como o de Shaolin, de Fukien e de Huanshan se diferenciam: eles oferecem ensinamentos distintos para os adeptos da arte.

Em função dessa variedade, no ano de 1949, o governo chinês instituiu regras oficiais para o Wushu moderno, o que unificou ao menos do ponto de vista competitivo a prática.

O Kung Fu é conhecido por dar a seus praticantes uma condição física e mental pacífica e harmônica. A prática permite o fortalecimento de músculos e ossos e oferece ao aluno condições para transformar seu comportamento.

Assim, falar de Kung Fu é abordar muito sobre a trajetória chinesa ao longo dos séculos. A China tem, oficialmente, mais de 1 bilhão de habitantes e uma história que vem desde o século XVI a.C. Tamanha magnitude faz com que tenhamos que falar sobre o Kung Fu de maneira organizada para dar conta de tudo o que ele contempla.

É por isso que hoje decidimos tratar das armas, um ponto importante nessa cultura e que merece uma atenção especial. Saiba mais sobre elas a seguir!

1. História das armas no Kung Fu

Para o praticante de Kung Fu, as armas devem ser entendidas como uma extensão natural de seu corpo. Assim como braços e pernas, elas têm uma finalidade de defesa pessoal e devem seguir as características de quem as usa.

São muitas as armas utilizadas no Kung Fu. De uma maneira geral, elas podem ser classificadas por:

  • tamanho, sendo curtas, médias e longas;
  • forma, sendo articuladas e não articuladas;
  • número, sendo simples e duplas.

Com o treinamento armado o praticante não somente desenvolve a sua musculatura como também tem acesso aos conhecimentos dos métodos mais antigos transmitidos de geração em geração. A ideia é que, dominando as diferentes formas de luta, o aluno esteja plenamente preparado para lidar com qualquer tipo de situação. Com o grande conhecimento transmitido durante os séculos, isso se torna possível.

Quando esse treinamento existe, o trabalho com armas permite ao praticante desenvolver de maneira muito eficiente suas habilidades motoras, por meio de movimentos sofisticados e racionalizados.

Por conta desse conhecimento que atravessa as gerações, podemos dizer que falar das armas no Kung Fu é tratar da própria história da China. Como veremos na sequência, seu uso não é de maneira alguma aleatório, tendo fundamentos na cultura e na adaptação do povo às necessidades ao longo dos séculos.

2. O uso do bastão no Kung Fu

Se você assiste filmes de Kung Fu e acredita que o uso do bastão serve apenas para que os personagens façam acrobacias espetaculares sem que aquilo tenha tido a menor aplicação ao longo da história, então está muito enganado.

Tido como “pai de todas as armas”, o bastão é a arma mais popular do Kung Fu. Uma das lendas mais interessantes diz respeito ao general Yu Dayou que, em 1560 teria visitado o templo de Shaolin para observar as técnicas e, desapontado, recrutou dois monges, Zongqing e Pucong, por três anos para ensiná-los a utilizar o bastão. Ao retornarem ao templo, eles ensinaram o que aprenderam aos seus companheiros.

Sem lâminas, mas podendo ser perfeitamente manipulável em situações de combate, o bastão serve tanto para bloquear quanto para atacar com giros, balanços, estocadas, travas e movimentos ascendentes e descendentes, seja um único adversário ou mais.

Existem os bastões curtos, médios e longos, que derivam de tamanho, sempre apresentando resistência e flexibilidade para quem o manipula. E as formas dos bastões também variam de acordo com os estilos de Kung Fu!

Assim, no caso do Wing Chun, existe uma única forma com técnicas condensadas, a Luk Dim Boon Gwun, que dá o nome ao bastão. Nesse estilo, a forma de bastão é linear, sendo desenvolvida para confrontos em corredores e locais mais estreitos, ainda que o objeto seja de tamanho grande. Seu deslocamento deve ser feito de maneira frontal, com desvios mais sutis e sem manobras muito sofisticadas.

Já no caso do Choy Lay Fut, um estilo que vem do sul da China, o bastão tem um deslocamento contínuo de direção, o que faz com que ele seja especialmente útil para a realização de movimentos ascendentes e descendentes, assim como giros, rotações, inversões e estocadas.

Para tanto, é preciso mais do que somente destreza no manuseio do instrumento, e sim uma coordenação fina das três seções do corpo para que o lutador tenha condições de saltar agachar e fazer torções e projeções. Essa forma de bastão já é mais adequada para um espaço maior.

O estilo Louva-a-deus trás uma movimentação imitativa em relação ao inseto. Para praticá-lo é preciso muita agilidade para manusear o bastão com precisão, bem como força explosiva nas pernas. Uma vez assimilada, a técnica oferece um fortalecimento significativo do corpo.

Esses são apenas alguns exemplos de como a forma do bastão depende do estilo praticado e como pode ser adaptada para cada tipo de circunstância. É importante mencionar, ainda, que de acordo com sua flexibilidade e o comprimento, o bastão pode se deformar e retornar ao seu estado inicial. Os giros, por sua vez, permitem aumentar o impacto da força do bastão, atingindo com maior gravidade o oponente.

Da mesma forma, é preciso considerar o efeito de alavanca que essa arma apresenta. Dependendo do ponto em que o praticante segura o bastão, ele consegue manipular variáveis que permitem deixar o golpe ainda mais eficiente.

3. O uso da lança no Kung Fu

Também é muito comum ver cenas espetaculares de praticantes de Kung Fu usando a lança nos cinemas. Esse instrumento, altamente flexível, permite maior velocidade e amplitude aos golpes dados, ficando especialmente interessante nas grandes telas. A lança é uma arma que tem alcance longo, com um metal pontiagudo posicionado para fazer a perfuração.

Este é o instrumento que permite ao guerreiro perfurar seu adversário para causar danos maiores, atingindo órgãos internos e partes mais sensíveis do corpo humano.

Por isso, é a principal arma longa de Kung Fu. Sua técnica foi amplamente desenvolvida e transmitida com o tempo, e o praticante que domina o uso da lança consegue fazer movimentos claros e apresentar truques práticos para bloquear, empurrar e estocar o seu adversário.

Na realidade, o que conhecemos como lança, na China, seu país de origem, é o Qiang. Essa ferramenta também pode ser encontrada sob formas variadas, muito em função dos interesses estratégicos de quem a desenvolve.

Em geral, a lança conta com uma lâmina em folha e um tufo (quase sempre vermelho) feito de crina de cavalo, amarrado debaixo da ponta. Esse elemento em especial não tem caráter meramente decorativo: ele serve para absorver o sangue do oponente após a finalização de um golpe, evitando, assim, que o líquido escorra para o cabo, o que faria com que o seu manuseio se tornasse uma limitação para o guerreiro.

Taticamente, diante de um movimento rápido da lança, essa borla dificulta a visão do adversário, impedindo que ele encontre o eixo por trás da cabeça ou da ponta.

Os guizos, outro elemento presente no instrumento, também têm motivação tática na lança. Quando chacoalhados, elas emitem um som alto, estridente, útil para intimidar o inimigo. Além disso, no passado, esse elemento servia para os exércitos chineses afirmarem o status de sua tropa de elite.

Por ser um instrumento leve e versátil, a lança pode ser usada tanto para golpear o adversário, quanto para estocá-lo. E pode, também, ser atirada para surpreender o oponente a distância.

Sua altura deve ser o tamanho do guerreiro acrescido de uma palma aberta do polegar ao mindinho. Nos treinamentos, para adquirir a capacidade de usar o instrumento, os guerreiros usavam argolas. Visando maior acuidade no acerto ao alvo, eles miravam as argolas e as trocavam por outras cada vez menores para que a habilidade fosse desenvolvida.

4. O uso da espada no Kung Fu

Um dos instrumentos mais populares do Kung Fu, a espada exige uma habilidade que só pode ser adquirida com muitos anos de treino, o que envolve mais do que a técnica, também a elevação do espírito e da moralidade. É uma ferramenta que serve para a defesa pessoal, mas que também sempre foi utilizada por eruditos como instrumento para afirmação de sua elegância.

Foi com o imperador Huang Di (2690 – 2590 AD), o chamado “Imperador Amarelo”, que se deu início à ciência metalúrgica na manufatura de armas na China. Com o passar dos anos, a espada passou a ter graduais melhorias, o que trouxe impactos também nas técnicas para utilizar a arma.

A metalurgia foi essencial para o desenvolvimento do instrumento. A tradicional lâmina curta e larga de bronze, anteriormente utilizada, era muito leve e não se mantinha afiada por muito tempo, tendo maior utilidade em distâncias curtas para cortar e apunhalar. Além disso, o bronze é um material que se quebra com facilidade, o que fazia com que as lâminas se partissem rapidamente quando bloqueadas em combate.

Com a fortificação e tempero do aço, as técnicas do manuseio de espadas passaram a ser aperfeiçoadas e as espadas maiores deram aos guerreiros um maior alcance efetivo na batalha. Isso fez com que a quantidade de técnicas fundamentais aumentasse, progressivamente, ao longo dos anos.

É inegável que a espada chinesa é uma das armas mais interessantes do ponto de vista estético, mas sua eficiência também é significativa. Os movimentos circulares, tão importantes para a defesa, permitem manter o adversário numa posição defensiva, controlado sob certa distância.

A ferramenta conta, ainda, com dois gumes e uma triangular. Seu principal ataque é a estocada em direção aos órgãos internos do adversário, bem como olhos e pescoço.

A técnica da espada vem sendo desenvolvida ao longo de 4.000 anos, baseada no treinamento da percepção, o que dá ao praticante a capacidade de reagir rapidamente e de maneira adequada diante de qualquer circunstância.

Essa técnica também encontra sustentação no desenvolvimento do valor moral do guerreiro, exigindo do praticante o aprendizado de qualidades como a paciência, a humildade e a perseverança. Em resumo, o estudo da arte da espada dá ao praticante condições para elevar sua força e confiança mental.

Embora as técnicas de espada difiram por inúmeros motivos — a maneira de uso e os princípios da espada sulista são diferentes dos da espada nortista —, todas elas são construídas de acordo com a mesma base e teoria, o que significa que se você aprende uma técnica de espada, passa a ter maior facilidade para assimilar as demais.

Um excelente espadachim foi Wang Lang, criador lendário do estilo Louva-a-deus. Inspirado nos movimentos do inseto, o guerreiro criou as bases para um dos estilos mais populares atualmente.

5. O uso do facão no Kung Fu

O Dao chinês representa uma série de sabres que apresentam algumas características comuns. Geralmente, são curvos, largos, têm facas grandes afiadas de apenas um lado e possuem como principal forma de ataque os cortes.

Na China, o Dao está entre as quatro principais armas, ao lado da lança, do bastão e da espada. É especialmente popular entre as armas tidas como militares, tendo sido usado em grande escala no exército da China imperial e nas guerras chinesas. No Kung Fu, é uma das ferramentas mais populares, havendo diversas sequências de treinamento específico com essa ferramenta.

Seu uso também está ligado ao desenvolvimento da metalurgia. Com ela, diversas técnicas foram criadas com o passar dos anos, dando aos guerreiros chineses a condição necessária para desenvolverem pedaços de metal cada vez mais afiados, o que originou instrumentos ainda mais precisos para combate.

Em comparação com outras armas, utilizar pedaços de metal afiados apresenta inúmeras vantagens. Com eles, é possível ter uma resistência muito maior do que utilizando instrumentos como o bastão, por exemplo, além de um considerável poder de destruição devido ao corte. Com o tempo e o domínio da técnica da metalurgia, os guerreiros passaram a deixar seus sabres cada vez mais leves e resistentes.

O Dao é o termo utilizado para designar uma lista de sabres que possuem características em comum, sendo curvos, largos e afiados em apenas um lado.

Entre os tipos mais conhecidos de Dao está o Liuyedao, de origem nas Dinastias Ming e Qing. Os Liuyedao possuem uma curvatura suave ao longo de suas lâminas, que permitem o corte ou o fatiamento com eficiência, sendo também um instrumento de perfuração. Seu cabo pode ser reto ou curvado.

Podemos destacar, também, o Miaodao, um facão de duas mãos da era Republicana, com uma lâmina estreita de cerca de 1,2 m e um cabo longo. É uma arma comum em campanhas militares, tendo sido muito utilizada durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa.

O Dadao é tido como a espada bastarda chinesa. Sendo uma espada de duas mãos, ela é usualmente chamada de espada mão e meia mão, possuindo lâminas que compreender 60 a 90 cm, sendo mais larga próxima à ponta. É excelente para combate a curta distância.

Com a leveza e o controle oferecidos pelos facões, o praticante consegue mudar de direção, cortar, furar, erguer, bloquear seu oponente, bem como empurrá-lo e bater nele. É uma técnica que exige muita disciplina, pois dominando o uso do facão você passa a fazer dele uma extensão do seu corpo, dando às duas mãos a coordenação necessária para a manutenção do equilíbrio.

A consistência entre a arma e o indivíduo é essencial. O facão precisa estar sempre ao redor do corpo e as mãos, os pés, os ombros e braços devem virar junto com ele a cada movimento. Os lenços no cabo do Dao, além de tirarem a atenção do adversário em relação à lâmina durante o combate, são tidos como marca notável da arma.

6. Armas inusitadas do Kung Fu

Além das armas citadas, é preciso destacar a importância de alguns acessórios muito importantes na prática do Kung Fu. Entre eles está a corrente, em chinês Ji Bian, uma espécie de arma articulada, de metal. Ela consiste em um conjunto encadeado com pesos nos seus extremos. Seu uso envolve técnicas com giros, arremessos e defesas, podendo causar graves lesões nos adversários durante os ataques.

Existem também outras ferramentas que podem ser vistas pelo praticante de Kung Fu, prática em que as armas utilizadas podem derivar de ferramentas utilizadas na guerra, mas também, de objetos de uso cotidiano.

6.1. Leque

Um exemplo disso é o leque, que pode ser utilizado como uma arma veloz e discreta, capaz de surpreender o oponente ao ser guardada dentro das roupas.

O leque, ou Shan, quando fechado funciona como um pequeno bastão que, ao atingir pontos do corpo como a garganta, o rosto, as costelas e até a genitália, consegue causar danos. Feito com varetas de bambu ou ferro, a arma pode ter uma utilidade parecida com a de um punhal.

Existem inúmeras sequências praticadas nas academias de Kung Fu em que se utiliza o leque, algumas delas envolvendo tradições seculares.

6.2. Banco

Da mesma forma, o banco chinês (Ban deng), é outra arma inusitada, mas que historicamente foi usada pelos guerreiros e, por isso, ainda hoje segue sendo ferramenta para algumas academias de Kung Fu.

Parecido com um pequeno cavalete, o banco é feito de madeira. Muito comum em casas de chá e restaurantes com mesas posicionadas fora dos estabelecimentos, o banco chinês pode ser uma arma de ataque quando usado como um porrete. Mesmo sendo uma arma lenta, o banco permite o bloqueio de golpes de armas como as espadas e os facões.

Existem movimentos que são treinados para serem feitos com bancos. Jackie Chan, por exemplo, costuma aplicar essas técnicas em alguns de seus filmes, em especial em cenas que se passam em restaurantes.

Ainda que possa parecer estranho no Ocidente, na China o uso do banco de madeira como arma era um recurso de curto e longo alcance. Nos treinos, o objeto serve para desenvolver a força e a resistência dos alunos, além de melhorar seu equilíbrio e coordenação.

Esse objeto representa a criatividade dos antigos guerreiros chineses que conseguiam transformar as ferramentas disponíveis em armas e desenvolver técnicas de combates específicas para esse determinado tipo de instrumento.

6.3. Guan Dao

É uma arma típica do Kung Fu. É uma arma icônica do famoso general Guan Yu, uma espécie de lâmina longa que possui um gancho voltado para trás. É uma arma grande, de difícil manipulação e um poderio enorme, o que requer muita força e habilidade por quem a usa.

Conclusão

O Kung Fu é uma prática que atravessa os séculos e que contempla uma quantidade cada vez maior de pessoas. Não à toa, trata-se de uma filosofia que apresenta inúmeras variáveis, a depender da região onde foi desenvolvida e de quem a prática.

É esse o motivo que faz com que toda a cultura que envolve a modalidade seja tão rica. E isso diz respeito também às armas: sempre criadas com um objetivo claro, elas foram sendo aperfeiçoadas ao longo dos anos e, em alguns casos, adquirindo um caráter especialmente simbólico.

O grande exemplo disso são as espadas que já não são tão comuns na proteção das pessoas quanto séculos atrás, devido ao fato de exigirem grande dedicação por parte de quem aprende suas técnicas e der terem um poder de alcance menor em relação às armas de fogo.

Ainda assim, seu estudo e aperfeiçoamento é algo cada vez mais valioso em tempos modernos. Saber manejar uma espada é para poucos. Numa época em que é cada vez mais difícil encontrar disciplina e concentração nas atividades do dia a dia, assimilando a técnica, o aluno adquire conhecimentos seculares que podem fazer dele um indivíduo melhor em sociedade.

Saber sobre as armas do Kung Fu e sua história é essencial para que o aluno adentre no universo da prática, conhecendo a finalidade de cada movimento, motivações que levaram povos antigos a desenvolverem determinado recurso e, mais importante, se manter alinhado com a filosofia do Kung Fu.

Gostou de saber sobre as armas do Kung Fu? Se você ficou interessado na prática, entre em contato conosco e mergulhe nesse universo fantástico!

Mestre Gabriel
Mestre Gabriel

Praticante de Kung Fu desde 1980, fundou a TSKF Academia de Kung Fu em 1996, graduado Mestre pela Confederação Mundial de Kuoshu. É escritor, palestrante, ocultista e estudioso da entidade humana.

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